Polícia / Justiça
PF deflagra operação contra quadrilha milionária de contrabando em Campo Grande
Ação conjunta com a Receita Federal mira organização criminosa envolvida em lavagem de capitais, descaminho e fraudes financeiras
03/12/2025
06:45
DA REDAÇÃO
©DIVULGAÇÃO
A Polícia Federal e a Receita Federal do Brasil deflagraram, na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Uxoris, direcionada ao desmantelamento de um esquema milionário de contrabando e atividades ilícitas correlatas. A ofensiva, conduzida pela Delefaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários), cumpre mandados de busca em diversos endereços de Campo Grande.
Segundo as investigações, o grupo atuava com estrutura sofisticada, utilizando empresas de fachada, operações simuladas e mecanismos de ocultação patrimonial para movimentar valores expressivos. Os alvos respondem por organização criminosa, lavagem de capitais, contrabando, descaminho e outras fraudes financeiras.
A PF mantém sigilo sobre o número total de ordens judiciais cumpridas, mas apuração preliminar aponta pelo menos seis mandados executados durante a manhã. Um dos endereços vistoriados fica na Avenida Afonso Pena, onde foram apreendidos eletrônicos, capinhas de celulares e mercadorias diversas. Outras buscas ocorrem na Avenida Guaicurus.

A Receita Federal destaca que o combate ao contrabando e ao descaminho é fundamental para proteger a arrecadação tributária e evitar efeitos nocivos à economia formal, como concorrência desleal, evasão fiscal e financiamento de atividades criminosas.
Ligação com operação anterior
A Operação Uxoris ocorre dois meses após a deflagração da Operação Ligação Familiar, que investigou um grupo familiar em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo pelo contrabando de eletrônicos. Segundo a PF, o esquema movimentou R$ 290 milhões em cinco anos. Na ocasião, os alvos incluíram Renier de Souza Pinheiro, Renan de Souza Pinheiro, Marcos Freire Junior, Wanderson Lorais Salviano da Silva e Dyegho Magno Miranda Amarilho. A ação resultou na apreensão de celulares avaliados em R$ 400 mil.
A PF e a Receita Federal seguem com diligências ao longo do dia para aprofundar a apuração sobre o alcance financeiro da organização e possíveis conexões com outras práticas ilícitas no Estado.
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