Política / Segurança Pública
Riedel vai ao Rio de Janeiro para reunião de governadores após megaoperação
Governador sul-mato-grossense integra comitiva em apoio a Cláudio Castro e discute reflexos do crime organizado nos estados
30/10/2025
09:00
DA REDAÇÃO
Governador Eduardo Riedel (PP) durante o Fórum de Segurança Pública - Elo Brasil SP, realizada no sábado (25) em São Paulo
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), viaja nesta quinta-feira (30) ao Rio de Janeiro para participar de uma reunião emergencial de governadores após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes e reacendeu o debate sobre o combate ao crime organizado no país.
Riedel desembarca na capital fluminense por volta das 18h, integrando uma comitiva de governadores de centro-direita em apoio ao governador do Rio, Cláudio Castro (PL). O encontro também deve tratar dos reflexos das ações policiais e da expansão das facções criminosas em estados com áreas de fronteira e rotas de tráfico.
Além de Riedel e Cláudio Castro, confirmaram presença na reunião:
Ratinho Junior (PSD) – Paraná
Romeu Zema (Novo) – Minas Gerais
Eduardo Leite (PSDB) – Rio Grande do Sul
Jorginho Mello (PL) – Santa Catarina
Mauro Mendes (União Brasil) – Mato Grosso
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não deve comparecer presencialmente, mas participou de uma reunião virtual entre governadores na tarde de quarta-feira (29).
Na quarta-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador Cláudio Castro anunciaram a criação de um escritório emergencial para coordenar as ações de enfrentamento ao crime organizado no Estado do Rio de Janeiro.
O novo centro de integração tem como objetivo unificar decisões entre as esferas federal e estadual, reduzindo burocracias e fortalecendo a atuação conjunta das forças de segurança.
“A ideia é que as ações sejam 100% integradas, respeitando as competências de cada órgão”, afirmou Castro.
Segundo Lewandowski, o governo federal vai reforçar o efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com 50 novos agentes nas estradas do Rio e ampliar o número de agentes de inteligência. O ministério também colocou à disposição peritos federais e vagas nos presídios de segurança máxima para o recolhimento de líderes de facções, caso o Estado solicite.
O encontro ocorre em meio à comoção nacional e críticas sobre a operação que, segundo a Polícia Militar fluminense, teve como alvo líderes do Comando Vermelho. A ação é considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, e provocou reações de entidades de direitos humanos e de setores do Judiciário.
Governadores de estados com fronteiras estratégicas, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, acompanham o tema com atenção redobrada, diante da influência crescente das facções no tráfico internacional de drogas e armas.
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