Infraestrutura / Desenvolvimento
Com R$ 2 bilhões em rodovias, Rota Bioceânica deve operar até 2027, anuncia Riedel no Fórum Brasil-Chile
Projeto internacional de integração impulsiona comércio com o Chile e promete consolidar Mato Grosso do Sul como polo logístico sul-americano
23/04/2025
17:00
DA REDAÇÃO
Rota Bioceânica deve operar em 2027, anuncia Riedel (Divulgação, CNI)
Durante o Fórum Empresarial Brasil-Chile, realizado nesta quarta-feira (23), em Brasília, o governador Eduardo Riedel (PSDB) anunciou que a Rota Bioceânica deverá entrar em operação até 2027. O projeto conta com mais de R$ 2 bilhões em investimentos em pavimentação de rodovias dentro de Mato Grosso do Sul e é considerado um divisor de águas para o desenvolvimento logístico da região.
O evento, realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu empresários, autoridades brasileiras e chilenas, incluindo o presidente do Chile, Gabriel Boric, e o presidente da FIEMS, Sérgio Longen, também vice da CNI.
“A Rota Bioceânica é uma realidade cada vez mais próxima. Os investimentos estão em andamento, e a parceria com o Chile nos dá segurança para avançar ainda mais. O MS será protagonista nesse processo de integração continental”, afirmou Riedel, que também destacou a construção da ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), com 70% das obras concluídas e entrega prevista para maio de 2026.
Entre janeiro e março de 2025, o comércio entre Brasil e Chile movimentou US$ 2,7 bilhões, com superávit de US$ 350 milhões para o Brasil. Só Mato Grosso do Sul exportou US$ 209 milhões ao Chile e importou US$ 197 milhões, com destaque para carnes, automóveis e derivados de petróleo.
Durante a mesa-redonda “Oportunidades de Negócios e Investimentos para o Corredor Bioceânico”, Riedel apontou que a ponte sobre o Rio Paraguai e os trechos rodoviários em execução representam grandes oportunidades econômicas para os estados da região Sul e Centro-Oeste.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, reforçou o compromisso do governo federal com a iniciativa, afirmando que todas as cinco rotas de integração sul-americana estão incluídas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
“A Rota Bioceânica é falada há mais de 50 anos. Agora ela está saindo do papel. Estamos falando de logística, de turismo e de integração produtiva entre países”, destacou Tebet.
Além dos governos estaduais e federal, o projeto conta com apoio da iniciativa privada e de países vizinhos, com destaque para os investimentos externos chilenos — o Brasil é atualmente o país que mais recebe capital chileno no mundo.
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