Campo Grande (MS), Segunda-feira, 31 de Março de 2025

POLÍCIA

Família de Dandara Lemos diz que só soube de sua morte no presídio por meio de terceiros

Travesti de 34 anos foi assassinada por asfixia em cela disciplinar do IPCG; outras duas travestis são suspeitas do crime

23/03/2025

12:15

CGN

DA REDAÇÃO

©DIVULGAÇÃO

A família de Dandara Alves Lemos, travesti de 34 anos assassinada no último sábado (22) dentro do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), afirma que ficou sabendo da morte por meio de outros familiares de presos, e não por canais oficiais. O crime ocorreu na cela 3 do setor disciplinar, localizada na Avenida Indianápolis, no Jardim Noroeste.

Segundo a irmã da vítima, Camilly Rafaella, de 39 anos, Dandara estava em isolamento há uma semana por falta disciplinar. Outras duas travestis, de 37 e 28 anos, também foram encaminhadas para a mesma cela, supostamente pelo mesmo motivo. “Por que colocaram as três juntas? Cada uma deveria estar em uma cela disciplinar diferente”, questionou Camilly.

❌ Família nega envolvimento anterior em homicídio

Camilly também negou que a irmã cumpria pena por homicídio, como divulgado anteriormente. Segundo ela, Dandara foi absolvida pela Justiça no caso da morte de Valério Encina, após comprovar que estava em uma comemoração de aniversário no momento do crime.

©ARQUIVO FAMILIAR

“Ela estava presa por roubo. No caso do Valério, ela foi inocentada com provas e imagens de onde estava naquele dia”, afirmou.

⚠️ Família alega falta de comunicação por parte do presídio

A irmã relatou que a família só soube da morte após ser informada por parentes de outros detentos durante o horário de visita. “Ontem era dia de visita, mas a Dandara estava em isolamento, então não podíamos vê-la. Só fomos avisados porque nos contaram lá dentro”, disse.

“Minha mãe foi até o presídio depois, mas ninguém deu informação oficial para a gente”, completou.

Segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), a notificação à família foi feita de maneira formal por meio da equipe da unidade. O órgão também esclareceu que, conforme o protocolo de segurança, a cela foi compartilhada por travestis e pessoas da comunidade LGBT, em cumprimento às diretrizes internas.

🕯️ Velório

O velório de Dandara ocorrerá nesta terça-feira (25), das 8h às 10h, no Cemitério do Cruzeiro, em Campo Grande.

🕵️‍♀️ Investigação aponta morte por asfixia e desavenças anteriores

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada com os pés e mãos amarrados e uma toalha enrolada no pescoço. Objetos pontiagudos também foram localizados na cela. O laudo inicial da perícia criminal apontou sinais de asfixia como causa da morte.

As duas travestis que dividiam a cela com Dandara foram autuadas em flagrante por homicídio qualificado. Segundo a polícia, ambas admitiram desentendimentos prévios com a vítima e alegaram que os amarraram após a morte.

O caso continua sob investigação e foi registrado na Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).


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