POLICIAL
Pastor ligado ao tráfico de cocaína se entrega à polícia
Irmão de “Tio Rico”, José Insfrán lidera seita religiosa que possui templos na fronteira com MS
16/11/2023
09:45
CAMPOGRANDENEWS
HÉLIO DE FREITAS
Policiais colocam colete à prova de bala em pastor, logo após ele se entregar em Asunción (Foto: ABC Color)
O pastor evangélico José Alberto Insfrán Galeano, 51, procurado por tráfico internacional de cocaína no Paraguai, se entregou na manhã desta quinta-feira (16) na sede do Ministério Público em Asunción.
Um dos alvos da “Operação A Ultranza PY”, deflagrada em fevereiro de 2022, José Insfrán é irmão do narcotraficante Miguel Ángel Insfrán Galeano, o “Tio Rico”, considerado o maior traficante do Paraguai na atualidade, preso no dia 9 de fevereiro deste ano no Rio de Janeiro.
José Insfrán é líder de uma seita religiosa que possui templos e demais imóveis na linha internacional com Mato Grosso do Sul, especialmente em Curuguaty, povoado a 80 km de Paranhos.
Na sede do MP, o pastor respondeu a perguntas de jornalistas paraguaios, negou envolvimento com o narcotráfico e disse ser vítima de perseguição política. “Não acharam droga, não tenho riqueza. São cifras inventadas pelo fiscal [promotor], é tudo montagem”.
Segundo a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), o Clã Insfrán era responsável pelo envio de grandes carregamentos de cocaína para a Europa em sociedade com o traficante uruguaio Sebastián Marset, ainda foragido. Marset e “Tio Rico” são suspeitos de mandar matar o promotor de Justiça Marcelo Pecci, em maio do ano passado, na Colômbia.
José Insfrán admtiu conhecer Marset e disse que o traficante uruguaio frequentava acampamentos de sua igreja. Também afirmou conhecer o ex-deputado Juan Carlos Osorio, outro preso no âmbito da Operação Ultranza. “É membro da igreja, se congregava conosco. Por três vezes foi comigo à Colômbia, conhecer a sede mundial [da igreja]”, afirmou o pastor.
Osorio presidiu a Cooperativa San Cristobal, utilizada para lavagem de dinheiro do narcotráfico. No dia 1º de fevereiro deste ano, três envolvidos com a organização foram presos em Curuguaty, entre eles um vereador paraguaio.
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