Economia / Custo de Vida
Sul-mato-grossense desembolsa em média R$ 3,3 mil por mês para manter despesas básicas
Pesquisa da Serasa aponta que quase 60% do orçamento vai para supermercado, moradia e contas fixas
11/02/2026
16:45
OE
DA REDAÇÃO
©REPRODUÇÃO
O custo médio mensal para viver em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 3.330, segundo levantamento da Serasa Experian em parceria com o Instituto Opinion Box. A pesquisa revela que a maior parte do orçamento dos sul-mato-grossenses está concentrada em despesas essenciais, como alimentação, moradia e contas fixas.
De acordo com o estudo, aproximadamente 60% dos gastos mensais são destinados a:
R$ 970 em supermercado
R$ 900 em moradia
R$ 610 em contas fixas
A realidade apresentada pela pesquisa se reflete nas experiências de moradores do Estado. A estudante Pâmela Ferreira, de 20 anos, relata que gasta cerca de R$ 2.500 por mês com despesas básicas. Segundo ela, a alimentação é o item que mais pesa no orçamento, com compras que chegam a R$ 400 por ida ao mercado.

Já o aposentado Josias de Oliveira, de 66 anos, destaca o impacto da alta constante nos preços de itens como arroz, óleo e carne. Ele afirma que uma refeição fora de casa pode variar de R$ 15 a R$ 35 por dia, dependendo do estabelecimento.
Para Diuva do Santos, de 64 anos, as despesas com alimentação e manutenção da casa concentram praticamente todo o orçamento mensal, restando pouco espaço para gastos considerados supérfluos.
O levantamento mostra que o custo de vida varia conforme a região do país. No Sul do Brasil, por exemplo, o gasto médio com supermercado chega a R$ 1.110, enquanto no Nordeste é de R$ 780. A moradia também apresenta diferenças expressivas: R$ 1.310 no Sul contra R$ 800 no Nordeste.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que o IPCA de Campo Grande registrou alta de 0,48% em janeiro, com inflação acumulada de 3,60% nos últimos 12 meses, acima dos 3,14% do período anterior.
Entre os principais grupos de despesas:
Habitação: alta de 0,59%, impulsionada pelo reajuste da taxa de água e esgoto
Transportes: aumento de 0,54%
Vestuário: avanço de 1,25%
Alimentação e bebidas: leve queda de 0,05%
Para o especialista em educação financeira da Serasa, Marcus Luz, o cenário exige planejamento rigoroso. Segundo ele, quando despesas essenciais consomem grande parte da renda, resta pouca margem para imprevistos, tornando a organização financeira fundamental para evitar endividamento.
A pesquisa ouviu 6.063 brasileiros entre 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, com margem de erro de 1,2 ponto percentual.
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