Saúde Pública
MS articula órgãos para agilizar resposta a casos de intoxicação por metanol
Reunião na SES definiu fluxos de atendimento e protocolos laboratoriais após registro de caso suspeito em Campo Grande
03/10/2025
21:15
DA REDAÇÃO
Secretários e diretores participam de reunião proposta pelo Executivo estadua ©Kamilla Ratier/SES
O Governo de Mato Grosso do Sul promoveu, nesta sexta-feira (3), uma reunião na SES (Secretaria de Estado de Saúde) para alinhar protocolos e estratégias de enfrentamento a possíveis casos de intoxicação por metanol. O encontro ocorreu após o registro do primeiro caso suspeito de morte relacionado ao consumo de destilados adulterados em Campo Grande.
Na pauta, foram discutidos procedimentos de fiscalização, fortalecimento do fluxo de atendimento aos pacientes e protocolos de coleta e análise laboratorial das amostras. O objetivo da integração entre órgãos estaduais e federais é garantir resposta rápida e eficaz, evitando novos casos e protegendo a população.
A secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, destacou a importância da articulação interinstitucional em situações de risco sanitário.
“A articulação fortalece a capacidade de resposta do Estado, garantindo que os protocolos de emergência sejam cumpridos pelas unidades de saúde e que os órgãos de fiscalização atuem de forma coordenada em prol da segurança da população”, afirmou.
Participaram da reunião representantes da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), do Procon/MS, da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).
Mais cedo, um jovem de 21 anos apresentou sintomas de possível intoxicação após ingerir bebida adulterada. Ele deu entrada na UPA Universitário consciente, mas com queixas de mal-estar gástrico, náuseas e vômito escuro. Amostras de sangue e urina foram encaminhadas ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para análise pericial.
O metanol é um álcool de uso industrial, comum na fabricação de combustíveis e solventes, mas sem aplicação segura para consumo humano. Diferente do etanol presente em cervejas, vinhos e destilados, ele é altamente tóxico.
Por não apresentar cheiro, cor ou sabor, pode ser adicionado clandestinamente a bebidas sem levantar suspeitas. No organismo, o fígado converte o metanol em compostos nocivos, como o ácido fórmico, que afetam diretamente o sistema nervoso central e podem provocar cegueira, falência de órgãos e até a morte.
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