Política / Previdência Social
Novo ministro da Previdência recebe de Lula missão de combater fraudes no INSS e resolver fila de espera
Wolney Queiroz substitui Carlos Lupi e terá de implementar medidas para proteger aposentados e garantir ressarcimento dos descontos irregulares
03/05/2025
08:30
DA REDAÇÃO
A ministra Gleisi Hoffmann, o ministro Wolney Queiroz e o presidente Lula — Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu posse ao novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, com a missão prioritária de implantar mecanismos contra fraudes em aposentadorias e pensões do INSS e de encontrar soluções para a fila de espera por benefícios, que segue em alta. Wolney assume o cargo após a saída de Carlos Lupi, que pediu demissão em meio à crise provocada pelos descontos irregulares aplicados por sindicatos em aposentadorias.
Ex-deputado federal por seis mandatos e secretário-executivo da pasta desde o início do governo Lula, Wolney foi nomeado oficialmente nesta sexta-feira (2) e se reuniu com o presidente no Palácio do Planalto. A expectativa do governo é de que ele promova uma reestruturação do sistema e avance no combate às irregularidades identificadas pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU).
Além das fraudes, o novo ministro também terá de enfrentar o desafio de reduzir a fila de espera do INSS, que fechou o ano de 2024 com 2,042 milhões de requerimentos pendentes de análise. A promessa de Lula durante a campanha de 2022 era zerar a fila, mas os números revelam crescimento desde então:
Dezembro de 2023: 1,545 milhão de pedidos
Junho de 2024: 1,353 milhão
Dezembro de 2024: 2,042 milhões
Por ter ocupado a função de número 2 da pasta, Wolney é considerado corresponsável pelas decisões anteriores e agora terá de liderar um plano de ação para resolver os gargalos da gestão previdenciária.
Outra responsabilidade do novo ministro será coordenar o processo de devolução dos recursos desviados por entidades suspeitas de fraudar descontos indevidos nos benefícios do INSS. A Advocacia-Geral da União (AGU) está finalizando um plano de ressarcimento, que deve ser entregue à Casa Civil na próxima semana.
Na mesma linha, o novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, anunciou a abertura de procedimentos de responsabilização contra as entidades envolvidas nas irregularidades. Já está em vigor, desde terça-feira (30), o despacho que suspende todos os convênios de desconto de mensalidades sindicais em aposentadorias e pensões, até que haja uma reavaliação completa da legalidade dos acordos.
Durante audiência na Câmara, dias antes de sua saída, Carlos Lupi defendeu o fim definitivo do modelo atual de descontos automáticos, como forma de evitar novas fraudes.
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